Uma pesquisa feita pela Universidade de Durhan descobriu
que mulheres magras e altas tendem a ter mais filhos. O estudo analisou
duas comunidades femininas na Gâmbia, mas, segundo os pesquisadores, a
tendência pode ser observada no resto do mundo. As informações são do Daily Mail.
Dados coletados pelo Conselho de Pesquisa Médica do
Reino Unido entre 1956 e 2010 foram usados para fornecer informações
sobre os habitantes das aldeias. Sendo assim, os pesquisadores tinham
dados completos sobre a altura e o peso das mulheres. Durante o período,
as comunidades experimentaram mudanças demográficas significativas, de
altas taxas de mortalidade e fecundidade para o declínio delas.
A mudança veio, segundo os especialistas, com a melhoria
da nutrição e cuidados médicos. Os estudiosos descobriram que a taxa de
natalidade diminuiu e que o peso das mulheres e altura também mudaram. A
análise mostrou que a seleção natural para reprodução inicialmente
favoreceu as mulheres baixas e mais pesadas, mas isso mudou ao longo do
tempo e passou a beneficiar as mulheres altas e com peso corporal
inferior. No final do período, a preferência se focou no último grupo
citado, que passaram a ter mais filhos do que a média.
De acordo com o professor do Departamento de
Antropologia, Ian Rickard, a descoberta é importante porque a maioria
das populações humanas está passando por transição demográfica de altas
para baixas taxas de fecundidade e mortalidade. “A dinâmica temporal dos
processos evolutivos mostrados aqui podem refletir as mudanças nas
evoluções que estão sendo experimentadas pelas sociedades humanas em
geral”, disse ele.
Fonte: Terra












